Adorno Político
curadoria de Tales Frey
15/11/2018

20/1/2019
21:30
Exposição + Performances
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ADORNO POLÍTICO


Exposição coletiva
De 15 de novembro a 20 de janeiro de 2019
Curadoria de Tales Frey


Adorno Político reúne subjetividades que compreendem o mundo e que transformam as suas próprias conjunturas por meio dos adornos/indumentos com intuito de promoverem a desestabilização de todos os outros corpos na sociedade, acionando as emoções e a percepção de um sistema social, recusando uma vida homogeneizada em uma massa tão neutralizada pela ditadura dos padrões estéticos e comportamentais. A exposição sugere um contraponto direto com normas alienantes ao reunir conjecturas artísticas que se apropriam dos tais códigos já tão normalizados para subvertê-los e, estrategicamente, buscar a aniquilação dos mesmos, implicando na libertação dos corpos que ainda permanecem des-singularizados.

𝗔𝗿𝘁𝗶𝘀𝘁𝗮𝘀: André Parente, Andressa Cantergiani, Élle de Bernardini, Gal Oppido, Joana Bueno, Lenora de Barros, Letícia Parente, Lyz Parayzo, Marcela Tiboni, Nino Cais, Priscilla Davanzo, Rafael Bqueer, Renan Marcondes, Suelen Calonga e Tiago Sant’Ana.

Programação Paralela:

Inauguração, 15 de Novembro
21h30 . Performance: Manicure Política, de Lyz Parayzo
22h00 . Performance: Pour être une seductrice, de Priscilla Davanzo

Sábado, 17 de Novembro | Sala de espetáculos
17h00 . Palestra. A Vênus de Cor, com Lyz Parayzo + exibição de documentário


Sábado, 24 de Novembro | Sala de espetáculos
17h00 . Palestra: Um Corpo pra Chamar de Meu, com Priscilla Davanzo + exibição de documentário




Sinopses:

Dia 15 de novembro
Performance Manicure Política, de Lyz Parayzo
Duração: aproximadamente 120 minutos
Manicure como proposta estética. Um salão é montado, o Salão Parayzo, e voluntários são convidados a pintar suas unhas apenas de rosa pela manicure. A manicure não quer só criar uma imagem a partir da repetição da ação de pintar unhas. A manicure é pintora e cria uma obra na casa-corpo. A cor se torna vírus, diminuto infeccioso que não tem capacidade metabólica autônoma, mas que ganha vida contra luz à performatividade do rosa. Leituras corporais são recriadas a partir da fusão da unha/cor.

Performance pour être une seductrice, de Priscilla Davanzo
Duração: aproximadamente 10 minutos
Acontecimento performático que propõe um novo desenho para o corpo humano, propondo a integração de vestimentas no corpo, como um único corpo integrado. A meia 7/8 é desprendida da liga e presa diretamente nas coxas, a partir do procedimento de sutura.


Dia 17 de novembro
Palestra A Vênus de Cor, com Lyz Parayzo
Duração: aproximadamente 60 minutos

Nos 12 anos o Brasil passou por uma transformação no seu sistema educacional. Se eu converso com meus amigos de cor dentro da Universidade Federal do Estado Rio de Janeiro, onde sou graduanda no curso de teatro, chegamos sempre a um denominador comum. Grande parte de nós é a primeira geração de nossas famílias a estar em um curso de graduação. Esta chance ao acesso no último país do mundo a abolir a escravidão, que não escravizou só negros retintos, mas pessoas mulatas como eu ou pessoas de cor se quisermos conscientizar nossas falas quanto as nossas heranças racistas e despolarizar uma discussão dentro do sistema binário negro x branco, interferiu diretamente na produção artística na primeira década dos anos 2000 . As mulatas de peito de fora de Di Cavalcanti não são mais só imagens estáticas. Elas em 2017 estão vivas para além da construção imagética dada a elas por homens artistas durante o século XX. Estão andando, pensando e gritando. Tem ainda como herança o trabalho dobrado, pois , para reconstruírem suas próprias narrativas em seu novo lugar de poder tem de gingar com estado de colonialidade, ou seja, as atualizações da colônia que insistem em coloca-las em seus devidos lugares. Eu sou essa híbrida de cor.

Minidocumentário PARAYZO, de Clara Balbi e Talita Barcelos
Duração: 10’32’’

Dia 24 de novembro
Palestra Um Corpo pra Chamar de Meu, com Priscilla Davanzo
Duração: aproximadamente 60 minutos
A importância da consciência de um próprio corpo, autônomo e independente, da necessidade de - para além dos deveres - direitos legais com relação a esse corpo. É preciso contar com muito mais que nossos próprios culhões e objetivos, com muito mais que a potência da nossa própria voz. Colocar o nosso corpo à frente simultaneamente como um escudo e uma arma, como uma afronta e um questionamento. Um corpo, uma pessoa, um ser humano.

Documentário Geotomia, de Marcelo Garcia
Duração: 19’02’’
Trata do espaço e do corpo (geografia-anatomia) e investiga essa relação pelo trabalho da artista Priscilla Davanzo, sua interação com o espaço que a circunda e com o Outro. A busca de um lugar pela expo-imposição de sua arte e do seu corpo, tatuado com manchas de vaca, negando os valores da sociedade.

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