Um instante antes da explosão
Curadoria de Galeria Ocupa & João Terras
30/6/2022

30/7/2022
20:00
Exposição

Um instante antes da explosão

Curadoria: Galeria Ocupa & João Terras

artistas:  Ángela Jiménez Durán, Marlon de Azambuja, Mathias Gramoso, Rita Laranja, Vítor Israel, Yosi Negrín 

Abertura: 30.06 (DIA), a partir das 17h na Galeria Ocupa

a partir das 20h na Saco Azul / Maus Hábitos

Patente até: 30.07

[Entrada Livre]

Sinopse:

Doménico pede música, um instante antes do premeditado, declara, no delírio da sua certeza: Pede música, essa que nunca a ouvimos. “Oh mãe, o ar é aquela coisa ligeira, que gira em torno da cabeça, e se torna mais clara quando você ri”*. É uma das mais sublimes cenas de Tarkovsky em Nostalgia (1983).

UM INSTANTE ANTES DA EXPLOSÃO nada tem que ver com este filme, com o Domenico nem com a música que não ouvimos, mas é da natureza do mesmo instante e ainda assim existe essa música como mediação do tempo e sua retoma.  

UM INSTANTE ANTES DA EXPLOSÃO é uma exposição-ensaio-filme moldada na ficção de um corpo de obras de Ángela Jiménez, Marlon de Azambuja, Mathias Gramoso, Rita Laranja Yosi Negrín, Vitor Israel, onde, como num filme (ou numa ópera, ou num jardim), entramos e saímos, começamos e terminamos. Ato 1, cena um, na Galeria ocupa, Ato 2, cena dois, na Saco Azul/Maus Hábitos.  A exposição tem esse tempo, e nós mais do que vê-la, assistimo-la. Assistimos a essa falsa questão do tempo encenado, assistimos a esse instante antes da queda, do embate, da catástrofe, da revolução, do amor.

 

*Traduzido do italiano na sua versão original

(João Terras)

BIOS:

Artistas

Ángela Jiménez Durán (1996, Madrid). Formou-se na Escola Superior de Artes de Paris-Cergy, onde obteve seu Master of Arts em 2019. O seu trabalho desenvolve-se no campo da instalação e escultura, por vezes encontrando-se com a escrita e o vídeo, propondo narrativas ficcionais em que se exploram futuros incertos, mas possíveis. A materialidade e a temperatura dos materiais (tanto poéticos quanto reais) estão presentes na sua obra.

Já expôs em diferentes espaços nacionais e internacionais como: Aragon Park II (2021), Madrid; Abadia de Maubuisson, Paris (2021);Imagine The City, Hamburgo (2021); Industra, Brno (2021); AbsurdBeings, Amsterdão (2021); INJUVE, Madrid (2020); Aragon Park , Madrid (2020); Alimentación 30, Madrid (2019); Glassbox, Paris (2019); Espacio O, Santiago do Chile (2018); Château de la Roche Guyon, França (2017); Bienal SIART no Museu Tambo Quirquincho, La Paz, Bolívia (2016) ; Galeria YGREC, Paris (2015). Em setembro de 2021 apresentou uma exposição individual intitulda Barro e Água na Galería Occupa (Porto, Portugal) e em maio de 2021 participará na Devenir Isla, uma exposição com curadoria de Aina Pomar na Casa Encendida, Madrid. 

Marlon de Azambuja nasceu em Porto Alegre, Brasil, em 1978. Estudou no Centro de Arte Contemporânea Edilson Viriato em Curitiba, Brasil. Vive e trabalha em Madrid desde 2005.

Artista multidisciplinar entre suas principais práticas estão desenho, escultura, instalações e intervenções site-specific, vídeo e pintura.

Entre suas últimas exposições pessoais estão:Nocturna, Revolver Galería, Buenos Aires, Argentina, 2020;La expresión Americana - Sentir la visión, MEIAC, Badajoz, Espanha; Medio Cuerpo, na Municipal Gallery Arsenał, Poznań. Polônia, 2019;Campo, na Tasman Projects en Madrid, 2018;Brutalismo Americano, na Fundação Kadist de São Francisco. Estados Unidos, 2017; Cuerpo Presente, no Espaço Cultural El Tanque em Tenerife, 2017;2017; Air and Light and Time and Space, Espacio Ódeon. Bogotá, 2016; Herencia, Museo Pátio Herreriano de Valladolid. Espanha, 2016; Pensamientos, NoMínimo em Guayaquil, 2015; Sobrevalor, Junta Espacio de Arquitectura, Panamá City, 2015; Brutalismo na Galeria Max Estrella em Madrid. Espanha, 2014;La Construcción del Icono, Centro Atlântico de Arte Moderna - Las Palmas. Espanha, 2011; Potencial Escultórico Matadero, na Inauguração X Obras Matadero Madrid, 2009.

Nas exposições coletivas em que participou destacam-se: Dhaka Art Summit –Seismic Movement, Shilpakala Academy, Dhaka, Bangladesh, 2020; Estruturas Encontradas, Galeria Nara Roesler, São Paulo, Brasil; Museum of Modern Art and Western Antiquities, Section II Department of Carving and Modeling: Form and Volume, Cristina Guerra Contemporary Art, Lisboa;No has visto el final, Espacio OTR de Arte, Madrid, 2019; Front International: ClevelandTriennial for Contemporary Art, Cleveland Museum of Arts, EUA, 2018; En Construcción, CGAC, Santiago de Compostela. Espanha, 2018; Paradiso, Albumarte, Roma, 2018; Ação e Reação, Casa do Brasil, Madri, 2018; The way you read a book is different to how I tell you a story, em JahnundJahn, Munique, 2018; Three Positions. Six Directions, na König Galerie Berlin, 2017;2017; Hacia a una nueva Orilla, NC Art. Bogotá, 2016;2016; Todo lo sólido se desvanece en el aire, Centro Cultural PUC. Lima, 2016; Plagiando o Futuro, Hangar-Lisboa, 2015; Theorema, Mana Contemporary, Nova York. Estados Unidos, 2015; Name It by Trying to Name It, Drawing Center - Nova York, 2015;On Painting, CAAM, Las Palmas de Gran Canaria. Espanha, 2013; XI Bienal de Havana, Havana, Cuba, 2012; XI Bienal de Cuenca, Equador, 2011; 8ª Bienal do Mercosul em Porto Alegre. Brasil, 2011, 12ª Bienal do Cairo; 2010.

O seu trabalho encontra-se nas coleções do CAAM - Centro Atlântico de Arte Moderna de Las Palmas, CGAC - Centro Galego de Arte Contemporânea de Santiago de Compostela, Fundação Helga de Alvear em Cáceres, Ministério da Cultura de Espanha, Fundação Maria Cristina Masaveu Peterson na Espanha, Banco Sabadell na Espanha, Nomas Foundation em Roma, Fundação KADIST em São Francisco, Museu de Arte Contemporânea do Paraná em Curitiba, Centro Cultural Itaú São Paulo no Brasil, entre outros.

Mathias Gramoso é artista Português nascido em Paris (FR) e mora entre Berlim (DL) e Porto (PT). A sua prática artística tem-se focalizado, através de intervenções, instalações no espaço público e galerias, utilizando novas tecnologias e colaboradores de diferentes áreas, num trabalho primordialmente participativo com o público. Muitas vezes, aparecendo inesperadamente em diferentes situações, procura sair do contexto expositivo e entrar na vida cotidiana. Alterando padrões de percepção e ação, transgressões de conceitos de arte e estruturas de poder, questionando assim relações e normas sociais e combatendo com ações poéticas e por vezes provocativas. O seu trabalho já foi exposto em Londres, Berlim e Porto.

Rita Laranja é designer e ilustradora multidisciplinar, residente na cidade do Porto. Incapaz de se focar numa só matéria a Rita flutua entre o trabalho impresso e digital.

Fascinada por vários tipos de técnicas de impressão manuais, a maioria do seu trabalho materializa-se em impressões de relevo criadas através do longo processo da linogravura ou xilogravura. Influenciada por banda desenhada, jogos e partes da cultura Japonesa o seu trabalho reflete uma fusão dos seus interesses.

Vítor Israel nasceu em 1983 na cidade do Porto, licenciou-se em Artes-Plásticas - Pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto entre 2004 e 2009. Poeta cómico-trágico, expõe com a regularidade que a providência lhe concede desde há uma década e pico. Trabalha sobretudo com Pintura mas não vira a cara a outros meios. Das exposições individuais realizadas destacam-se: “Fabrico Próprio”, Galeria do Sol; “Cue”, Galeria Extéril; "Tenista Suprematista", L+S projects (Galeria Lehmann + Silva); "Good Brush Habits", Galeria do Sol; "O Galo Desportivo", Nartece; "Jogo do Sério", Galeria do Sol; "Guerra e Paus", Kubikgallery. 

Yosi Negrín (Tenerife, 1994) é artista, arquiteto, curador e editor radicado em Madrid. Obteve a graduação e pós-graduação em Arquitetura na ETSAM, Universidad Politécnica de Madrid. Os interesses de Yosi giram em torno do território e sua presença digital, levantando questões sobre a relação entre objetos tecnológicos e como eles modificam a vida humana. Mais especificamente, seu trabalho se concentra no estudo tanto do mapa físico quanto do digital, e das meta-narrativas criadas por eles que, ao final, constroem nossa realidade. Informado por sua visão arquitetônica da arte, Yosi trabalha através de imagens em movimento, representações 3D, objetos encontrados e imagens pós-produzidas (feitas e encontradas) para criar uma série de instalações que destacam a natureza construída de nossa relação com (e percepção de) espaços. Yosi Negrín colaborou com o Studio Luis Úrculo, Lanza Atelier, ARCO Madrid e DPA ETSAM, entre Madrid e Cidade do México. Expôs na XVI Bienal de Arquitetura de Veneza, no Pavilhão de Espanha com 255.255.255, coletivo editorial de arquitetura. Co-fundou e co-curou “Casa Antillón” um coletivo de Arquitetura de Madrid como plataforma de exposição de arte contemporânea (com Marta Ochoa, Ismael Santos & Emmanuel Álvarez).

Individualmente, suas obras foram exibidas em Madri, Barcelona, ​​Nova Inglaterra, Palermo, Tenerife, Veneza e Teerã. Ele agora é representado pelo Lava Art Project dirigido por Belinda Martín Porras & Paula Ramos Mollá trabalhando entre Londres e Amsterdã.

Curadoria

A Galeria Ocupa é um projeto curatorial dedicado à arte contemporânea, que tem vindo a fazer referência a artistas nacionais e internacionais, a quem é lançado o desafio de ocupar um espaço inusitado. Mais do que um artist runspace, é um projeto líquido que transborda as paredes do já conhecido Santo Talho, procurando ocupar novos espaços e novos públicos. Ao longo de 12 meses a Galeria Ocupa irá apresentar uma programação assente em quatro eixos: desde a sua atividade transpositiva, que conta com um elenco de artistas transdisciplinares e propostas transformadoras, aos projetos de intercâmbio com a comunidade artística e local e à conceção de uma série de edições de artista.

Em 2019, a Galeria Ocupa instalou-se na rua do Bonfim. Atrás do balcão está atualmente Alexandre Teixeira (Porto, 1996), licenciado em Gestão do Património e até o ano 2020 este Filipa Valente (Aveiro, 1999), licenciada em Artes Visuais e Tecnologias Artísticas, ambos pela Escola Superior de Educação do Porto (IPP) e atualmente estudantes do mestrado de, respetivamente, Património, Artes e Turismo Cultural, no mesmo estabelecimento de ensino, e Estudos Curatoriais, no Colégio das Artes (UC).

João Terras nasceu em 1993, em Esposende. Concluiu o mestrado em História da Arte pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, tendo acompanhado, no seu decurso, a programação e a produção de Artes Performativas do Museu de Arte Contemporânea de Serralves. É atualmente produtor no CIAJG e no Palácio Vila Flor. Tem dedicado a sua prática independente à curadoria e à crítica de arte, com textos e ensaios sobre as várias curadorias e projetos artísticos em que tem estado envolvido. É, desde 2017, ao lado de José Maia, assistente da direção artística e curador-adjunto do Espaço MIRA, no Porto.

Ficha Técnica

Artistas: Ángela Jiménez Durán, Marlon de Azambuja, Mathias Gramoso, Rita Laranja, Vítor Israel, Yosi Negrín

Programação, Produção e Gestão: Mariana Vitale

Gestão de Conteúdos Digitais e Comunicação: Luís Masquete, Mariana Vitale

Assessoria de Imprensa: Luís Masquete

Design: Studio Dobra

Montagem: Alexandre Simões

Estágio em Design: Jade Félix

Fotografia: 

Limpeza: Manuela Pinto

Organização e Direção Artística: Saco Azul & Maus Hábitos


Press

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Saco Azul, Maus Hábitos,

Rua Passos Manuel 178

4º andar

4000-382 Porto


Produção & Programação Artística

marianavitale@maushabitos.com

danielpires@maushabitos.com

Assessoria de Imprensa

imprensa@maushabitos.com


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