Why don ́t you wear a suit?
Curadoria:
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O seu trabalho assume diversas formas, desde o desenho, a instalação, a fotografia, a
performance ou o vídeo. Por isso, a sua prática artística materializa-se numa performance
intimista que explora a linguagem simbólica, evocando a relação entre feminilidade, cultura
e religião numa perspetiva profundamente pessoal e empírica. Constituindo uma narrativa
que estabelece um diálogo entre os impulsos psicológicos e fisiológicos instintivos do corpo
e a consciência coletiva moldada por dogmas culturais. É licenciada em Pintura pela
Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.
Participou na bienal Anozero ́24, O Fantasma da Liberdade, Coimbra. Destacam-se as
seguintes exposições individuais: A casa arde e os esqueletos cortejam, Sismógrafo; Unha
branca diabólica, Extéril; Coreografias do Riso, C. M. Abel Salazar; Pústula, Galeria A.
Molder; Neste corpo não há poesia, CAAA; M (de manifesto), Galeria UM; Fluxo de
Intervalos, Galeria CM S. João da Madeira; Reversibilidade, Fundação Júlio Resende.
Destacam-se também as exp. coletivas: Pós-laboratórios de Verão, CIAJG; La vie invisible. 12
artistes, Centre Photographique d’Île- de-France; Sonhos e Raciocínios. 500 anos depois de L.
da Vinci, FBAUP; Fazer do fantasma uma pessoa viva, C.M. M. Ortigão Sampaio;
Inside/Outside, Plataforma Revólver.
Her work takes many forms, from drawing to installation, photography, performance and
video. Her artistic practice therefore materialises in an intimate performance that explores
symbolic language, evoking the relationship between femininity, culture and religion from a
deeply personal and empirical perspective. It constitutes a narrative that establishes a
dialogue between the body's instinctive psychological and physiological impulses and the
collective consciousness shaped by cultural dogmas. She has a degree in Painting from the
Faculty of Fine Arts of the University of Porto.
She took part in the biennial Anozero'24, O Fantasma da Liberdade, Coimbra. The following
solo exhibitions stand out: A casa arde e os esqueletos cortejam, Sismógrafo; Unha branca
diabólica, Extéril; Coreografias do Riso, C. M. Abel Salazar; Pústula, Galeria A. Molder; Neste
corpo não há poesia, CAAA; M (de manifesto), Galeria UM; Fluxo de Intervalos, Galeria CM S.
João da Madeira; Reversibilidade, Fundação Júlio Resende. Also noteworthy are the group
exhibitions: Summer Post-Laboratories, CIAJG; La vie invisible. 12 artistes, Centre
Photographique d'Île-de-France; Sonhos e Raciocínios. 500 years after L. da Vinci, FBAUP;
Making a ghost a living person, C.M. M. Ortigão Sampaio; Inside/Outside, Plataforma
Revólver.
Um homem de fato senta-se olhando-nos. Fingidor de humildade e nobreza, escumador de
desejos. Um homem de fato joga cartas rasgando pescoços, lança jumentos monstruosos
aos tornozelos dos cajados, encaminha o desastre à boca da fome, escarra impropérios aos
nascidos, defrauda o pão das esmolas, espia e atravessa os corpos finos de ombros, tira as
ligaduras para que o cheiro pútrido se torne ar, estropia liberdades semeando muralhas,
aquece as guerras em forno doméstico, aumenta a miséria das barbas e das tranças do
espírito, espicaça o gado em sórdidas bruxarias. Um homem de fato coça o seu louco coto,
catando prazeres como piolhos e ladra como cão em manhosices rasteiras aos que passam
por ele. Um homem de fato fermenta entre as mãos sujeira e sordidez até tudo se tornar
borralhento como o transe da dissolução e como o cheiro da moeda.
A man in a suit sits looking at us. A pretender to humility and nobility, a skimmer of desires.
A man in a suit plays cards by tearing necks, throws monstrous donkeys at the ankles of
staffs, directs disaster to the mouth of hunger, spits improprieties at the born, defrauds the
bread of alms, spies on and crosses thin-shouldered bodies, takes off bandages so that the
putrid smell becomes air, cripples liberties by sowing walls, heats up wars in a domestic
oven, increases the misery of beards and braids of the spirit, spikes cattle with sordid
witchcraft. A man in a suit scratches his mad stump, picking up pleasures like lice and
barking like a dog at those who pass him by. A man in a suit ferments filth and sordidness
between his hands until everything becomes muddy like the trance of dissolution and like
the smelly odour of currency.
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