Why don ́t you wear a suit?

Bárbara Fonte

Curadoria:

João Baeta
19/6/2025

30/7/2025
18:00

O seu trabalho assume diversas formas, desde o desenho, a instalação, a fotografia, a

performance ou o vídeo. Por isso, a sua prática artística materializa-se numa performance

intimista que explora a linguagem simbólica, evocando a relação entre feminilidade, cultura

e religião numa perspetiva profundamente pessoal e empírica. Constituindo uma narrativa

que estabelece um diálogo entre os impulsos psicológicos e fisiológicos instintivos do corpo

e a consciência coletiva moldada por dogmas culturais. É licenciada em Pintura pela

Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.

Participou na bienal Anozero ́24, O Fantasma da Liberdade, Coimbra. Destacam-se as

seguintes exposições individuais: A casa arde e os esqueletos cortejam, Sismógrafo; Unha

branca diabólica, Extéril; Coreografias do Riso, C. M. Abel Salazar; Pústula, Galeria A.

Molder; Neste corpo não há poesia, CAAA; M (de manifesto), Galeria UM; Fluxo de

Intervalos, Galeria CM S. João da Madeira; Reversibilidade, Fundação Júlio Resende.

Destacam-se também as exp. coletivas: Pós-laboratórios de Verão, CIAJG; La vie invisible. 12

artistes, Centre Photographique d’Île- de-France; Sonhos e Raciocínios. 500 anos depois de L.

da Vinci, FBAUP; Fazer do fantasma uma pessoa viva, C.M. M. Ortigão Sampaio;

Inside/Outside, Plataforma Revólver.

Her work takes many forms, from drawing to installation, photography, performance and

video. Her artistic practice therefore materialises in an intimate performance that explores

symbolic language, evoking the relationship between femininity, culture and religion from a

deeply personal and empirical perspective. It constitutes a narrative that establishes a

dialogue between the body's instinctive psychological and physiological impulses and the

collective consciousness shaped by cultural dogmas. She has a degree in Painting from the

Faculty of Fine Arts of the University of Porto.

She took part in the biennial Anozero'24, O Fantasma da Liberdade, Coimbra. The following

solo exhibitions stand out: A casa arde e os esqueletos cortejam, Sismógrafo; Unha branca

diabólica, Extéril; Coreografias do Riso, C. M. Abel Salazar; Pústula, Galeria A. Molder; Neste

corpo não há poesia, CAAA; M (de manifesto), Galeria UM; Fluxo de Intervalos, Galeria CM S.

João da Madeira; Reversibilidade, Fundação Júlio Resende. Also noteworthy are the group

exhibitions: Summer Post-Laboratories, CIAJG; La vie invisible. 12 artistes, Centre

Photographique d'Île-de-France; Sonhos e Raciocínios. 500 years after L. da Vinci, FBAUP;

Making a ghost a living person, C.M. M. Ortigão Sampaio; Inside/Outside, Plataforma

Revólver.

Um homem de fato senta-se olhando-nos. Fingidor de humildade e nobreza, escumador de

desejos. Um homem de fato joga cartas rasgando pescoços, lança jumentos monstruosos

aos tornozelos dos cajados, encaminha o desastre à boca da fome, escarra impropérios aos

nascidos, defrauda o pão das esmolas, espia e atravessa os corpos finos de ombros, tira as

ligaduras para que o cheiro pútrido se torne ar, estropia liberdades semeando muralhas,

aquece as guerras em forno doméstico, aumenta a miséria das barbas e das tranças do

espírito, espicaça o gado em sórdidas bruxarias. Um homem de fato coça o seu louco coto,

catando prazeres como piolhos e ladra como cão em manhosices rasteiras aos que passam

por ele. Um homem de fato fermenta entre as mãos sujeira e sordidez até tudo se tornar

borralhento como o transe da dissolução e como o cheiro da moeda.

A man in a suit sits looking at us. A pretender to humility and nobility, a skimmer of desires.

A man in a suit plays cards by tearing necks, throws monstrous donkeys at the ankles of

staffs, directs disaster to the mouth of hunger, spits improprieties at the born, defrauds the

bread of alms, spies on and crosses thin-shouldered bodies, takes off bandages so that the

putrid smell becomes air, cripples liberties by sowing walls, heats up wars in a domestic

oven, increases the misery of beards and braids of the spirit, spikes cattle with sordid

witchcraft. A man in a suit scratches his mad stump, picking up pleasures like lice and

barking like a dog at those who pass him by. A man in a suit ferments filth and sordidness

between his hands until everything becomes muddy like the trance of dissolution and like

the smelly odour of currency.

25.06.19 Why don ́t you wear a suit?

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